ULS Amadora/Sintra reconhece que pressão sobre urgência geral "é muito elevada"

A chefe e subchefe da equipa da Urgência Geral do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) demitiram-se após "episódio crítico" na urgência.

RTP /
Foto: António Antunes - RTP

Depois da notícia da demissão da chefe e subchefe da equipa da Urgência Geral do Hospital Amadora-Sintra, após um “episódio crítico na noite de 2 para 3 de janeiro, a Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra (ULS Amadora/Sintra) emitiu um comunicado a esclarecer que, nessa noite, se encontravam escalados seis médicos para o Serviço de Urgência Geral (SUG) do Hospital Fernando Fonseca (HFF).

A ULS explica que a equipa do SUG “está organizada em duas áreas funcionais — ambulatório e Serviço de Observação —, sendo os médicos distribuídos por ambas as áreas consoante as necessidades”.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul afirma que durante a noite de 2 para 3 de janeiro, a urgência geral do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca “funcionou, durante várias horas, com apenas um médico escalado para toda a área ambulatória, uma situação de extrema gravidade que colocou em risco a segurança dos doentes e dos profissionais”.


“Este cenário levou à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral”, lê-se num comunicado.

Também a FNAM (Federação Nacional dos Médicos) denunciou a situação, apontando a escassez de médicos, nos dias em questão, "muito abaixo dos mínimos".

A ULS Amadora/Sintra reconhece que a pressão sobre a urgência geral “é muito elevada, dadas as características desta ULS, nomeadamente o elevado número de utentes sem médico de família e o período do ano que atravessamos, que, conjuntamente com a crónica falta de camas para internamento no HFF, criam constrangimentos no funcionamento do serviço de urgência”.

A ULS garante que se mantém empenhada na monitorização permanente do funcionamento da urgência e na adoção de medidas ajustadas ao atual contexto de elevada pressão assistencial, afirmando que se encontra ativado o nível 3 do Plano de Contingência de Inverno, “com vista a reforçar a capacidade de resposta e a assegurar a continuidade dos cuidados de saúde prestados à população”.
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